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Privacidade de dados na internet

Já faz tempo que o mundo digital criou novas formas de comunicação e interação. Mas você tem cuidado com seus dados pessoais e costuma ler as políticas de privacidade das páginas e aplicativos que utiliza?
Os dados pessoais são qualquer informação que permite identificar um indivíduo. Pode ser o nome, o apelido, informações sobre renda, consumo, hábitos de navegação, preferências,
cidade e endereço residencial, um endereço de IP, dados de localização ou um e-mail. Normalmente, muitos deles estão públicos em diversos sites de consulta, mas existem diversos outros que não costumam ser expostos, como dados bancários, por exemplo.

A revista The Economist afirmou que os dados são “o novo petróleo” do século 21, pelo seu valor e influência na economia digital

Usamos diversas redes sociais e muitas vezes não nos damos conta de como estamos expondo informações que deveriam ser melhor preservadas. Discute-se, por exemplo, o fato de redes sociais não serem gratuitas. Pois apesar de não pagarmos em dinheiro para termos acesso a elas, fornecemos tantos dados pessoais que eles acabam “pagando” nosso acesso a essas plataformas. O pior de tudo isso, é que fornecemos dados e nem temos noção disso, porque ignoramos os termos de uso e simplesmente aceitamos sem ler.
Em maio de 2018 um designer israelense resolveu imprimir os termos de uso de alguns
dos sites e serviços on-line mais usados atualmente: WhatsApp, Google, Tinder, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram. Ele viu que alguns dos termos tinham mais de 6000 palavras, tornando a tarefa da leitura altamente desestimulante.

Além das redes sociais mais comuns, não fugimos de outras plataformas ou empresas que fazem uso nossos dados, tais como:

– Google Maps (GPS e localizadores em geral)
– Aplicativos de transporte
– Aplicativos de relacionamento
– Aplicativos de música (Spotify)
– Supermercados
– Netflix
– Aplicativos e gadgets de saúde

Em agosto deste ano, foi sancionada pelo presidente Temer a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que passará a valer a partir de 2020. Com essa lei, os cidadãos poderão saber como empresas públicas e privadas tratam os dados pessoais: como e por que coletam, como armazenam, por quanto tempo guardam e com quem compartilham.

A pergunta que fica é se é possível assegurar o fornecimento de serviços digitais aos consumidores, usar dados para entender seu comportamento e ao mesmo tempo respeitar sua privacidade?

Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web participou do maior evento de
tecnologia do mundo, o Web Summit, em Portugal, e expôs sua visão a respeito da privacidade de dados na internet. Ele rejeitou a ideia de que as empresas de tecnologia precisam coletar dados para serem rentáveis, explicando que possibilitar que as pessoas tenham o controle sobre seus próprios dados é uma atitude que beneficiará a todos.

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